terça-feira, 22 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR

ResumoAtravés da observação da pratica educacional adotada em vários ambientes, uma observação torna-se inquietante: Como o educador enxerga o aluno e como ele age para sanar nos possíveis problemas que este aluno pode apresentar e para, além disso, se é de responsabilidade do mesmo sanar os problemas dos alunos e como pode fazê-los.
O presente artigo pretende através da observação de práticas educacionais relatar como os professores enxergam as necessidades de seus alunos em todos os âmbitos dentre eles os educacionais, emocionais e de necessidades básicas.
Concepção de professorMuito se fala sobre o papel do professor na atualidade, mas para entender melhor qual o seu papel é necessário um resgate histórico da sua etimologia e de suas aplicações ao longo dos tempos. O termo professor em dicionários remete-se a geralmente a explicação de sua função como sendo aquele que ensina, o mestre.
A concepção tradicional da educação nos diz que o professor é aquele que está sempre em posição privilegiada em relação aos educandos , pois é o detentor de todo o saber e o alunos neste processo é um receptáculo de informações.  O bom professor neste processo deveria ser aquele que rigorosamente direcionasse, treinasse, avaliasse e julgasse as produções e comportamentos dos alunos a fim de garantir a aprendizagem.
Neste modelo de educação, não se pretendia formar indivíduos críticos, portanto o professor deveria exercer toda sua autoridade (neste caso, autoritarismo) para “domar” os alunos já que  pretendia formar indivíduos que se adequassem as normas de sociedade.
No modelo de educação tecnicista, o homem é considerado produto do meio em que coabita, nesse modelo de educação que foi vigente em meados da segunda metade do século XX, e educação servia para formação de mão-de-obra para o capitalismo, na prática o sistema educacional foi adequado com a proposta econômica e política do regime militar, para formar indivíduos par o trabalho, sem que estas necessariamente tivessem a função de pensar ou criticar a sociedade e seus modelos de vida.
Após a vigência deste modelo de educação surgem os modelos construtivistas, neste momento ocorre uma grande modificação na concepção de educação, este passa a necessitar de promover o aprendizado nos alunos, já que as correntes de tendências pedagógicas tratam o aluno como centro da educação e não como produto da mesma. Piaget e Vygotsky, defendem em suas teorias  que o conhecimento é construído naturalmente  através  da interação social e  estruturados culturalmente. O educando constrói seu aprendizado num processo de dentro para fora e baseia-se em experiência vividas, conhecidas e experimentadas.
Estes procuram explicar o comportamento humano como sendo resultado de suas experiências onde os indivíduos constroem e reconstroem o conhecimento. A função do professor neste processo é de proporcionar oportunidade para que os educandos interajam com o meio em que vivem para desta forma construir conhecimento.
Segundo ARRUDA e PINHEIRO (1997); “A idéia de que o indivíduo constrói conhecimento através da interação com meio (natural, social e cultural) conduz a uma concepção de ensino que enfatiza a manipulação de materiais e idéias pelo aluno. No ensino baseado nessa concepção, o professor seleciona estratégias e procedimentos dinâmicos adequados aos interesses dos alunos, visando sua participação ativa. Essas estratégias de ensino consistem basicamente em fazer com que os alunos entrem em contato com novas informações e experiências que os desafiem a buscar soluções aos problemas propostos.”
Formação
Cada vez mais, torna-se importante que o professor evolua assim como as concepções de educação e seja sensível a preocupado em exercer bem sua função.
Para além das indagações, referentes à valorização o “ser professor” é uma escolha e assim como em todas as outras profissões esta escolha deveria ser vista como o pensar em ser sempre melhor e mais capaz profissionalmente.
A formação acadêmica do educador, não pode ser concluída, é cada vez mais necessário que o professor busque uma constância em formação tendo em vista que a cada dia mais, os alunos estão aprendendo com os meios de comunicação e através das interações sociais.
A busca do professor pelo conhecimento não pode estagnar, pois caso isso ocorra a aprendizagem será insignificante e obsoleta para os alunos. Com relação a essa busca Paulo Freire nos diz que:
“No meu entender o que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à ensinar. Faz parte da natureza da pratica docente a indagação, a busca, a pesquisa. O de que se precisa é que, em sua formação permanente a professor se perceba e se assuma, porque professor, como pesquisador”.
A importância da pesquisa para o educador se faz na medida em que, ao trabalhar com crianças inseridas em um meio de constantes mudanças em paradigmas e relações, estas crianças se tornam produtos deste meio e a educação tradicional passa a não ter (em si só) significado para o educando. É necessário que o professor busque meios de provocar os alunos a pesquisar e se interessar por aprender, levando sempre como primícia, que esta busca não pode ser estagnada em momento algum.
Caro leitor, pare um instante e reflita sobre a mesma situação em outra profissão. Se um médico, ou um administrador simplesmente para, se estagna no conhecimento adquirido na faculdade, logo estará ultrapassado, observando a quantidade de informações e de descobertas realizadas pela medicina nos últimos anos, por exemplo, caso um médico desista de continuar buscando, aprimorando e estudando, em pouco tempo ele estará ultrapassado e não conseguirá mais reagir de forma adequada para desempenhar com qualidade o seu trabalho.
No trabalho com educação essas mudanças, descobertas e evoluções são observadas quase que diariamente, basta observar a carga de informação e conhecimento que um aluno, mesmo nos primórdios da educação infantil, trazem consigo quando vem pela primeira vez a escola. Durante o período de 5 ou 6 anos que este individuo conviveu com o núcleo familiar e com o meio social, aprendeu como lidar, mesmo que muitas vezes não da maneira correta, com situações cotidianas; este conhecimento do aluno não pode, nem deve ser apagado assim que ele adentra na educação formal, muito contrariamente deve ser levado em consideração no momento de preparo e planejamento de aulas.
Ai procede a necessidade especialmente do professor em continuar buscando e aprendendo sempre mais, para se tornar capaz de aproveitar os conhecimentos trazidos pelos alunos e criar estratégias para que os conteúdos obrigatórios tenham relação com a vida e cotidiano dos alunos.
Aprender a ensinarPara respeitar e aproveitar o conhecimento e saberes construídos pelos educandos é necessário sensibilidade do educador, para que este em primeiro lugar não se coloque como detentor do saber e do poder na sala de aula pensando que se encontra acima dos educandos e também em segunda instancia é importante saber ouvir.
Quando o professor reserva um tempo em seu planejamento e em sua pratica pedagógica para ouvir as necessidades dos seus alunos, está criando com eles um vinculo que facilitará muito a aprendizagem dos conteúdos.
Parece muitas vezes irrelevante falar, sobre a necessidade de ouvir, mas o que vemos muitas vezes na pratica educacional são professores que não se envolvem no processo de aprendizagem, que não consideram importante a carga de conhecimento que o aluno traz consigo.
Quando digo sensibilidade, é porque muitas vezes fazendo uma reflexão sobre a vida acadêmica nos deparamos com docentes que não estão dispostos ora por prepotência, ora por preguiça, ora por incapacidade de ouvir as necessidades educacionais de seus alunos. Como saber se os alunos estão aprendendo de forma significativa e se a aprendizagem esta possuindo significado para os alunos e o professor não é capaz de parar e ouvir.
Paulo Freire em seu livro Pedagogia da autonomia reserva um capítulo para falar de importância do educador saber escutar. Para ele “ ...é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente que escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que, em certas condições precise falar a ele... O educador que escuta aprende a difícil lição de transformar o seu discurso, as vezes necessário ao aluno, em uma fala com ele.”
Muitas vezes, educadores necessitam cumprir planejamentos e para isso se esquecem de olhar mais profundamente e atentamente para seus alunos, Ensinar de forma homogênea  pode , a longo prazo, surtir resultados negativos pois cada individuo é único a aprende de uma forma.
Quando nos deparamos com uma sala de aula de alfabetização, por exemplo, temos ali, 20 até 30 crianças diferentes, que pensam de agem de formas diferentes que vivem com famílias e especialmente, recebem estímulos diferentes. é daí que suscitamos a necessidade de docente aprender a ensinar, cada grupo de alunos, cada criança é única portanto o educador dever buscar formas de facilitar a chegada do conhecimento ao aluno, veja bem leitor, facilitar, não quer dizer aqui de forma alguma menosprezar os diminuir a capacidade de seus alunos de buscar, quando digo facilitar me refiro a encontrar meios para que os o planejamento utilize os desafios adequados  para que os alunos aprendam com significado.
O primeiro ponto a ser observado pelo professor quando recebe uma turma, é as características pessoais mais marcantes de cada aluno, após isso ele deve elaborar estratégias para que consiga aproveitar o que cada um tem de melhor, só assim a aprendizagem será significativa para todos os alunos.
Quando o professor visa a sala de aula como um espaço onde todos são iguais ele acaba restringindo e usurpando do alunos um direito que é aprender, porém é importante ressaltam que os professores necessitam ser estimulados e auxiliados para que o processo de ensino aprendizagem seja significativo.
Conclusão
A proposta de um artigo em falar da sensibilidade que o educador deve ter de antemão nos causa uma certa relutância, não faremos menção mas é de conhecimento a situação de trabalho que o professor se encontra, mas a proposta deste e levar a uma pequena reflexão sobre a responsabilidade em lidar com vidas que o docente possui em suas mãos. Temos conhecimento e não pretendo isentar a responsabilidade da família a do próprio Estado na formação integral do aluno, mas o que observamos em algumas situações é um descaso por parte de educadores que aplicam os mesmo conteúdos, da mesma forma durante muitas vezes anos para turmas e grupos de alunos diferentes, que já possuíram e experimentaram coisas diferentes. Basta observar na sua própria pratica pedagógica, na qual eu também me incluo como é de grande a barreira da mudança e como dificultamos mudar, enxergar o novo e transformar, mas é necessário.
Ensinar é estar em constante busca, pois o mundo está em constante transformação e não irá parar, devemos nos educadores comprometidos com o bem e o futuro de nossas crianças, jovens a adultos, buscar constantemente atualizar a aprender, pois o ensinar sem o aprender não existe.
Bibliografia
Bibliografia
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários a prática educativa. São Paulo. Paz e Terra, 1996. 26ª Edição
SENAC, DN.O processo Ensino Aprendizagem. Beatriz Maria A. de A. Pinheiro; Maria Helena B. Gonçalves. Rio de Janeiro: Ed Senac, 1997.

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