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quinta-feira, 31 de julho de 2014

BARALHO DO ALFABETO

No início trabalho com o baralho todo na minha mão. Apresento a primeira carta e falo:

"EU SOU O SENHOR ALFABETO.
QUEM TROUXE O RELÓGIO?"





E as crianças respondem:
"FOI A LETRA R."

E eu mostro a próxima carta.



Aí eu digo:
"QUEM TROUXE O NAVIO?"

E as crianças respondem:
"FOI A LETRA N."

Segue a sequência até chegar na última carta do baralho.
Nesse momento aproveito para trabalhar a rima.


No início o baralho deve ser usado para que as crianças conheçam as letras e qual é a inicial de cada objeto, então as cartas são apresentadas na sequência. Depois elas poderão ser usadas na rodinha e cada criança segura uma carta. A criança que está com a carta na mão desafia as outras a descobrirem quem deu o presente desenhado na carta. Segue assim até fechar o ciclo.

Trabalhando com o alfabeto



Descobri essa atividade no “Pinterest” e achei muito legal.
Resolvi então, montar meu baralho e estou compartilhando aqui.
A atividade pode ser feita na rodinha. Distribui-se uma carta do baralho para cada criança e a professora fica com o restante. O ideal é que a professora comece, então ela fica com a letra A.
A professora mostra a carta e diz:

EU TENHO A LETRA A DE ABELHA.
QUEM TEM F?


A criança que tiver a letra F, mostrará sua carta e dirá:
EU TENHO A LETRA F DE FOCA.
QUEM TEM J?

E assim por diante…
Na última letra, será dito:
EU TENHO A LETRA Z DE ZANGADO
E ESTE JOGO ESTÁ ACABADO. (Aproveitando para trabalhar rima.)

O aniversário do Seu Alfabeto

O aniversário do Seu Alfabeto

Seguem aí algumas atividades:
- Essa é para trabalhar a ordem alfabética. Achei que ia ser difícil, mas me surpreendi com o resultado. É claro que as crianças seguiram a ordem observando o alfabeto da sala. Praticamente todos os meus alunos conseguiram fazer sozinhos.
Obs.: O amigo do “Seu Alfabeto” é o “Seu Numeral”. Tive essa ideia para que as crianças diferenciem os numerais das letras. E eles a identidade de cada um apenas olhando as imagens.
ORDEM ALFABÉTICA

- A seguir estão o “Seu Alfabeto” e o “Seu Numeral”. Falei com meus alunos que eles são super amigos… Por isso são tão parecidos.
SEU ALFABETOSEU NUMERAL

LISTA DE PRESENTES


- Estamos fazendo a lista de presentes do “Seu Alfabeto”. Todos os dias escrevemos o nome de alguns presentes que ele ganhou. Como estamos iniciando o ano, destaco muito a primeira letra de cada palavra e não estou seguindo a ordem do alfabeto. Registro as palavras que eles vão lembrando.





- Trabalhando com a consciência fonológica: (sugestões)
Comparação de palavras:

  • Qual é a maior? - FOTOGRAFIA - PIPA
  • Qual é a maior?  - SAPATO - BONÉ
  • Qual rima? - GATO - CAMISA - SAPATO -
  • Qual rima? - RELÓGIO - TELESCÓPIO - LIVRO - NAVIO -
Usando o baralho “Quem trouxe?” – (CARTAS DO BARALHO)
  • A professora escolhe uma carta e pede que as crianças descubram qual é, apenas ouvindo o som da primeira letra.
  • No caso de vogal, faço apenas o movimento da boca. Assim:

    ALFABETO DA BOQUINHAVOGAISVOGAISALFABETO DA BOQUINHAALFABETO DA BOQUINHA

                                              IMG_20140317_110200



                                              Para nosso “Dia dos jogos”, montei o jogo dos presentes.
                                              A criança vai colocar cada presente em sua caixa, de acordo com a letra.


                                              CARTINHASCAIXA PRESENTECAIXA PRESENTE1CAIXA PRESENTE2CAIXA PRESENTE3

                                              - Na próxima atividade, cada criança recebe um pote com um dado dentro. Balança-se o dado, observa-se a quantidade que aparece na parte de cima e a criança colore o doce que tem o numeral que representa essa quantidade.
                                              JOGUE O DADO



                                              Obs.: As crianças adoram esse momento “barulho”…
                                              Poderá também gostar de:

                                              segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

                                              DISLEXIA

                                              657
                                              O que é?
                                              É uma dificuldade primária do aprendizado abrangendo: leitura, escrita, e soletração ou uma combinação de duas ou três destas dificuldades. Caracteriza-se por alterações quantitativas e qualitativas, total ou parcialmente irreversíveis . É o distúrbio (ou transtorno) do aprendizado mais freqüentemente identificado na sala de aula. Está relacionado, diretamente, à reprovação escolar, sendo causa de 15 % das reprovações. Em nosso meio, entre alunos das séries iniciais (escolas regulares) têm sido identificados problemas em cerca de 8 %. Estima-se que a dislexia atinja 10 a 15 % da população mundial
                                              Quem pode ser afetado?
                                              A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela pode atingir igualmente pessoas das raças branca, negra ou amarela, ricas e pobres, famosas ou anônimas, pessoas inteligentes ou aquelas mais limitadas.
                                              Qual a causa?
                                              A dislexia tem sido relacionada a fatores genéticos, acometendo pacientes que tenham familiares com problemas fonológicos, mesmo que não apresentem dislexia. As alterações ocorreriam em um gene do cromossomo 6 . A dislexia, em nível cognitivo- lingüístico, reflete um déficit no componente específico da linguagem , o módulo fonológico, implicado no processamento dos sons da fala. Uma criança que tenha um genitor disléxico apresenta um risco importante de apresentar dislexia, sendo que 23 a 65 % delas apresenta o distúrbio.
                                              Um gene recentemente relacionado com a dislexia é chamado de DCDC2. Segundo o Dr. Jeffrey R. Gruen, geneticista da Universidade de Yale, Estados Unidos, ele é ativo nos centros da leitura do cérebro humano.
                                              Outro gene, chamado Robo1, descoberto por Juha Kere, professor de genética molecular do Instituto Karolinska de Estocolmo, é um gene de desenvolvimento que guia conexões, chamadas axônios, entre os dois hemisférios do cérebro.
                                              Pesquisadores dizem que um teste genético para a dislexia pode estar disponível dentro de um ano. Crianças de famílias que têm história da dislexia poderão ser testadas. Se as crianças tiverem o risco genético, elas podem ser colocadas em programas precoces de intervenção.
                                              O que se sente?
                                              Sinais indicadores de dislexia:
                                              A dificuldade de ler, escrever e soletrar mostra-se por dificuldades diferentes em cada faixa etária e acadêmica
                                              Pré-Escola, pré-alfabetização
                                               
                                              Aquisição tardia da fala
                                              Pronunciação constantemente errada de algumas sílabas
                                              Crescimento lento do vocabulário
                                              Problemas em seguir rotinas
                                              Dificuldade em aprender cores, números e copiar seu próprio nome
                                              Falta de habilidade para tarefas motoras finas (abotoar, amarrar sapato, ...)
                                              Não conseguir narrar uma história conhecida em seqüência correta
                                              Não memorizar nomes ou símbolos
                                              Dificuldade em pegar uma bola
                                              Início do ensino fundamental - Alfabetização
                                              Dificuldades mais identificadas :
                                               
                                              fala.
                                              aprender o alfabeto
                                              planejamento e execução motora de letras e números
                                              preensão do lápis
                                              motricidade fina e do esquema corporal.
                                              separar e seqüenciar sons (ex: p – a – t – o )
                                              habilidades auditivas - rimas
                                              discriminar fonemas de sons semelhantes: t /d; - g / j; - p / b.,
                                              diferenciação de letras com orientação espacial: d /b ;- d / p; - n /u; - m / u pequenas diferenças gráficas: e / a;- j / i;- n / m;- u /v
                                              orientação temporal (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano)
                                              orientação espacial (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, embaixo, em cima) execução da letra cursiva
                                              Ensino Fundamental
                                              Dificuldades mais identificadas:
                                               
                                              atraso na aquisição das competências da leitura e escrita. Leitura silábica, decifratória. Nível de leitura abaixo do esperado para sua série e idade.
                                              soletração de palavras
                                              ler em voz alta diante da turma
                                              supressão de letras: cavalo /caalo;-. biblioteca/bioteca; - bolacha / boacha
                                              Repetição de sílabas: pássaro / passassaro; camada / camamada
                                              seqüência de letras em palavras Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras (ai-ia; per-pré; fla-fal; me-em).
                                              Fragmentação incorreta: o menino joga bola - omeninojo gabola
                                              planejar, organizar e conseguir terminar as tarefas dentro do tempo
                                              enunciados de problemas matemáticos e figuras geométricas
                                              elaboração de textos escritos expressão através da escrita
                                              compreensão de piadas, provérbios e gírias
                                              seqüências como: meses do ano, dias da semana, alfabeto, tabuada. mapas
                                              copiar do quadro
                                              Ensino Médio
                                              Dificuldades mais identificadas:
                                               
                                              Podem ter dificuldade em aprender outros idiomas.
                                              Leitura vagarosa e com muitos erros
                                              Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas
                                              Dificuldade em planejar e fazer redações
                                              Dificuldade para reproduzir histórias
                                              Dificuldade nas habilidades de memória
                                              Dificuldade de entender conceitos abstratos
                                              Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a pequenos detalhes
                                              Vocabulário empobrecido
                                              Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade
                                              Ensino Superior / Universitário
                                              Dificuldades mais identificadas:
                                               
                                              Letra cursiva.
                                              Planejamento e organização.
                                              Horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem).
                                              Falta do hábito de leitura.
                                              Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas).
                                              Diagnóstico
                                              Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. Os sintomas podem ser percebidos em casa mesmo antes da criança chegar na escola. Uma vez identificado o problema de rendimento escolar, deve-se procurar ajuda especializada.
                                              AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR
                                              A equipe multidisciplinar, incluindo Psicólogo, Fonoaudiólogo e Psicopedagogo Clínico inicia investigação detalhada e verifica a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso. É muito importante o parecer da escola, dos pais, o levantamento do histórico familiar e a evolução do paciente.
                                              Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).
                                              A equipe multidisciplinar deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.
                                              Essa avaliação é importante tanto na identificação das causas das dificuldades apresentadas, quanto permite orientar o encaminhamento adequado para o caso individualizado.
                                              Não existe teste único, patognomônico (sinais/sintomas constantes, caraterísticos da doença) de dislexia.
                                              O diagnóstico deve ser realizado por profissional (ais) treinado (s), empregando-se uma série de testes e observações, em geral, trabalhando em equipe multidisciplinar, que analisará o conjunto de manifestações de dificuldades
                                              Testes auditivos e de visão podem ser os primeiros a serem solicitados.
                                              Entre as avaliações mais solicitadas encontram-se testes:
                                               
                                              Cognitivos
                                              Inteligência
                                              Memória auditiva e visual
                                              Discriminação auditiva e visual
                                              Orientação
                                              Fluência verbal
                                              Testes com novas tecnologias
                                              Tratamento após o diagnóstico de Dislexia.
                                              Uma vez diagnosticada a dislexia, segundo as particularidades de cada caso, o encaminhamento orientado permite abordagem mais eficaz e mais proveitosa, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.
                                              Tendo conhecimento das causas das dificuldades, do potencial e a individualidade do paciente, o profissional pode utilizar a linha terapêutica que achar mais conveniente para o caso particular. Os resultados devem surgir de forma progressiva.
                                              Em oposição à opinião de muitos se pode afirmar que o disléxico sempre contorna suas dificuldades e acha seu caminho. O disléxico também tem sua própria lógica e responde bem a situações que estejam associadas a vivências concretas.
                                              A harmonia entre o profissional coordenador e o paciente e sua família podem ser decisivos nos resultados. O mecanismo de programação por etapas, somente passando para a seguinte quando a anterior foi devidamente absorvida, retornando às etapas anteriores sempre que necessário, deve ser bem entendido pelo paciente e familiares
                                              Sistema Cumulativo
                                              Os serviços de educação especial podem incluir auxílio de especialistas, tutorias individuais, aulas especiais diárias. Cada indivíduo tem necessidades diferentes, por isso o plano de tratamento deve ser individualizado. Da mesma forma, é importante o apoio psicológico positivo, já que muitos estudantes com dificuldade de aprendizado têm auto-estima baixa.
                                              Prevenção
                                              Os transtornos de aprendizagem tendem a incidir em famílias e a dislexia é um deles. As famílias afetadas devem fazer o máximo esforço para reconhecer precocemente a existência do problema.
                                              Quando incide em famílias sem antecedentes, o diagnóstico pode ser feito na pré-escola, se os professores detectarem os primeiros sinais. A terapia precoce proporciona os melhores resultados
                                              Mitos que não podem crescer
                                              1- A dislexia é contagiosa?
                                              Não. Ela é usualmente hereditária.
                                              2- Uma pessoa pode ser medianamente disléxica?
                                              Sim. Ninguém apresenta um quadro com todos os sinais de dislexia.
                                              3- A dislexia é uma doença?
                                              Não.
                                              4- A dislexia pode passar sem que se tome alguma providência?
                                              Não. Quanto antes ela é identificada e são tomadas as medidas de tratamento, maiores podem ser os benefícios do tratamento.